“Procura uma resposta, mas as respostas são perguntas mortas. São as perguntas que nos fazem mexer. As certezas fazem-nos parar. As perguntas são a porta da rua. Quando nos interrogamos, quando duvidamos das nossas paredes, é porque estamos a passar pela porta. É preciso esquecer os países, as fronteiras, as certezas. O futuro é uma pergunta.”
FILHO? é um olhar sobre os filhos que somos e que temos, filhos que vemos e sentimos, filhos que ganhamos e perdemos, filhos que adoptamos e abandonamos, filhos por quem sofremos e por quem vivemos.
O lugar desta ficção é uma casa desenhada à mão por Fazal, Aminah e Badini, uma família de sobreviventes numa cidade ocupada pelas dúvidas que se ouvem ao longe. Entre eles está um Filho, real e imaginado, espanto e rebeldia, pulsão e astúcia.
As ruas falam de exércitos e as portas abrem-se para deixar entrar a tragédia e a felicidade. Rompendo o silêncio, as janelas iluminam a invisibilidade das crianças, recrutando os mais novos para a única batalha que vale a pena: a guerra das perguntas.








